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CEC Forma Jornalistas Televisivos em Jornalismo de Dados

O Centro de Estudos Interdisciplinares de Comunicação (CEC) levou a cabo uma acção de capacitação e mentoria em matéria de jornalismo de dados para oito jornalistas televisivos baseados na cidade de Quelimane, província da Zambézia.

O seminário de capacitação decorreu entre 25 e 26 de Setembro com o objectivo de dotar aos jornalistas televisivos de conhecimentos práticos sobre técnicas aplicadas no jornalismo de dados a nível internacional para a produção de reportagens profundas baseadas em números.

Durante os dois dias de formação, os jornalistas aprenderam a manusear algumas ferramentas que suportam o jornalismo de dados tais como o excel, tableau public, google fusion fable, outwit hub, Premire Pro e After effects. Com estas ferramentas os jornalistas estão habilitados para produzirem gráficos interactivos, gerarem códigos geográficos bem como ensairem animações de textos e gráficos.

Nos próximos trinta dias, os jornalistas capacitados, com a mentoria do CEC, estarão a produzir reportagens televisivas aplicando técnicas de Jornalilsmo de dados sobre temas ligados ao Orçamento Municipal, situação dos presos em Quelimane, a provisão da água potável na zambézia e a Desiguladade Social.

Em geral, os Jornalistas formados mostraram-se satisfeitos com as lições abordadas no evento e prometem aplicar os conhecimentos adquiridos no seu quotidiano, garantindo que os mesmos ajudarão a melhorar a qualidade dos seus trabalhos. Os jornalistas garantem, igualmente, que irão replicar os conhecimentos adquiridos aos outros profissionais que não puderam se beneficiar da capacitação.

Segundo Nelson Máximo, Jornalista da TV Miramar, “a capacitação é uma oportunidade única. Com ela podemos estar em pé de igualdade com jornalistas de outros países que já estão muito avançados nesta temática”. Para Zito Ossumane, da Txopela TV, esta formação confere-lhe mais confiança para dar um salto qualitativo nos seus conteúdos jornalísticos e recomenda que o CEC promova mais acções desta natureza para vários outros jornalistas em Moçambique.

 

 

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O Centro de Estudos Interdisciplinares de Comunicação (CEC) e o MISA-Moçambique, em parceria com o Sindicato Nacional de Jornalistas (SNJ), divulgaram, no dia 19 de Abril, os resultados do relatório sobre “Análise de questões éticas na Imprensa Escrita em Moçambique”.

A pesquisa dá conta de que as questões éticas mais violadas nos orgão analisados (Jornal Domingo, Savana, Zambeze, Magazine Independente, Canal de Moçambique, Público,  Notícias, O país e Diário de Moçam­bique) são: Plágio (notícias sem citação);  Juizo de Valores; Não citação das fontes; Manipulação de Imagem; Mentonia generalizada, etc.

 

Baixe aqui o Relatório Anual sobre Casos de Violações Éticas

 

 

No último dia 14 de Julho de 2017, a infografia e a reportagem intitulada “As mazelas que a serra acoberta”, produzidas pelo jornalista Armando Nhantumbo, como parte do programa de formação em Jornalismo de Dados que o Centro de Estudos Interdisciplinares de Comunicação (CEC) está a desenvolver com diferentes jornais da capital do país, foi destaque e capa do Jornal Savana.

Esta reportagem, sobre a retirada ou não dos militares em algumas das oito posições em Gorongosa, é mais um fruto do trabalho e parcerias que o CEC tem vindo a desenvolver com as diferentes empresas de comunicação social em Moçambique. Trata-se da segunda edição do programa de capacitação de jornalistas em matéria de Jornalismo de Dados envolvendo cinco jornalistas dos jornais Savana, Canal de Moçambique, Jornal Notícias e mediaFax. A primeira edição teve início em Outubro de 2015, tornando o CEC numa das principais instituições de comunicação a desenvolver capacitação de jornalistas nesta matéria a nível do país.

Entende-se por Jornalismo de Dados a técnica de colecta, análise, filtragem e combinação de dados com o objectivo de conceber histórias. Estas técnicas permitem construir gráficos, infográficos e visualizações mais inteligíveis, de fácil compreensão e interessantes. A prática de jornalismo de dados exige do jornalista conhecimentos em computação, design e matemática.

Em entrevista com o jornalista Armando Nhantumbo, este enalteceu os ganhos que tem tido ao longo desta formação, com destaque para o facto de o Jornalismo de Dados permitir que se conte histórias complexas através de imagens criativas. Para este jornalista do Savana, esta capacitação traz como mais-valia para o seu Jornal e para o jornalismo moçambicano o facto de, à clássica narrativa jornalística, combinar-se uma vertente inovadora e fascinante que consiste na ilustração infográfica de um determinado facto. Nhantumbo diz ainda que o facto de a sua matéria ter sido manchete é o reconhecimento do papel incontornável do Jornalismo de Dados para o futuro.

O Centro de Estudos Interdisciplinares de Comunicação (CEC) é uma organização, sem fins lucrativos, fundada em Novembro de 2010, em Moçambique, com o objectivo de dinamizar a investigação na área de comunicação social, bem como a promoção de intercâmbio entre os órgãos de comunicação, as instituições de formação para garantir uma maior contribuição dos seus profissionais na resolução dos diversos problemas que o país enfrente.

 

 

Decorre de 20 de Julho a 15 de Agosto de 2017 a chamada de propostas de comunicações para a conferência anual do Centro de Estudos Interdisciplinares de Comunicação (CEC), orientada, para este ano ao tema “Media e conflitos: Os desafios da orientação de uma informação pública promotora do diálogo e da paz em Moçambique”. 

 

Baixe a proposta de submissão de artigos:      Em Portugues      Em ingles

 

 

 

IMG 1183 Matola

O Centro de Estudos Interdisciplinares de Comunicação (CEC), em parceria como Núcleo de Educação e Comunicação Social (NECS), realizou nos dias 11 e 12 de Julho formação e debate  sobre O Uso Responsável das Redes Sociais e a Sua Contribuição para a Educação na era Digital para alunos do 1º e 2º ciclo da Escola Secundária da Matola.

A  actividade visava promover uma reflexão junto aos adolescentes e jovens do ensino secundário a respeito do uso das Redes Sociais e propor práticas que estimulem o seu uso consciente, bem como o uso das mesmas no processo de ensino e aprendizagem.

No primeiro dia da formação foram abordados os conceitos relacionados com as redes sociais,as vantagens e desvantagens das redes sociais,  tendo em conta a existênciade diferentes tipos de redes sociais. No segundo dia, o debate esteve centrado no exercício prático, onde os estudantes aprenderam como é que as redes sociais podem potencializar o processo de ensino e aprendizagem e como podem dspertar boas práticas na troca de conteúdos em diferentes ambientes virtuais.

Helmer Zitha estudante da 11ª classe, beneficiária da formação, avaliou de forma positiva a capacitação e referiu que vaipassar a usar as redes sociais de forma adequada e racional. A estudante disse que vaipassar a ser mais rigorosa com os conteúdos que partilha, passando a difundir apenas informação relacionada à escola e notícias. Helmer disse ainda que aprendeu que o mau uso das redes sociais pode causar vício e outros problemas, pois existem“pessoas de má-fé” na rede.

Albertina Chame, também aluna participante, diz que usa as redes sociais para se comunicar, se informar e para realizar alguns trabalhos curriculares, mas com a formação, a sua visão sobre as mesmas mudou, tendoficado consciente sobre os riscos iminentes. Embora nunca tenha passado por nenhuma situação que a colocasse em risco, Albertina revela que passará a ser mais cautelosa principalmente com os seus dados e senhas.

“Os adolescentes não têm atenção às pessoas com quem interagem, acreditam que todos são amigos e querem o seu bem. Assim, o NECS tem um papel fundamental a exercer, fazendo capacitações no sentido de ensiná-los e incentivá-los a usar as redes sociais de forma responsável em proveito da sua performance académica”, disse Aida Mangue, colaboradora do NECS e docente universitária. Mangue constatou ainda que as redes sociais contêm muitos riscos, particularmente para os jovens e adolescentes e o maior deles é a exposição de informações pessoais, colocando-os à vista de pessoas mal-intencionadas.

Abu Choe, formador do NECS, diz que a experiência foi boa, pois os estudantes não conheciam os riscos trazidos pelas redes sociais e não estavam consciencializados sobre a componente educativa trazida pelas mesmas redes.

Para Choe, a capacitação foi uma mais valia para o CEC e o NECS pois tiveram a oportunidade de interagir com os estudantes e trazer matérias que não são abordadas na sala de aulas. “Apesar de não terem sido todos os estudantes, a amostra foi significativa e eu acredito que eles passaram a saber como usar as redes sociais, a perceber quais são os perigos que elas apresentam e como podem tirar proveito para o seu percurso académico”, afirmou Choe.

Em representação ao CEC, Wanderleia Noa, falou da importância desse tipo de parceria entre o CEC e o NECS e a própria relevância do evento, na medida em que o CEC, como uma das organizações que trabalha na área do acesso a informação, apoia a iniciativa de promever a literacia mediática nas escolas, de forma a contribiuir no processo de ensino e aprendizagem.

“Esperamos que os alunos possam fazer o uso, no seu dia-a-dia, dos conteúdo aqui leccionados, tendo em conta as capacidades que adquiriram nesta formação em relação às plataformas online. O CEC espera também que os estudantes partilhem os conteúdos com os colegas que não estiveram presente e que promovam o debate sobre o uso responsável das redes sociais”, disse Wanderleia.